SOBRE


PAULO
TENORIO
Muito antes de ser médico, eu já sabia que queria cuidar de pessoas.
Sou Paulo Tenório, médico mastologista, marido da Andressa, pai do João, de 13 anos, e tutor da Flora, nossa pequena Yorkshire de 3 anos. Tenho 45 anos, sou peregrino e, há 20 anos, São Paulo se tornou minha casa. Hoje, tenho em Alphaville o lugar onde vivo, trabalho e construí grande parte da minha história.
Mas minha história com a medicina começou muito antes disso.
Desde criança, eu brincava de ser médico. Operava bonecos, inventava consultas e ficava fascinado com uma ideia que, para uma criança, parecia quase mágica: ser capaz de cuidar de alguém e ajudar aquela pessoa a ficar bem. E talvez o mais interessante seja que aquela brincadeira nunca deixou de fazer sentido.
Terminei o ensino médio e entrei diretamente na Faculdade de Medicina de Marília, no interior de São Paulo, minha cidade natal. Foi durante a faculdade que descobri uma paixão especial: entender o corpo feminino, suas particularidades e a complexidade da saúde da mulher. Foi então que escolhi a Ginecologia.
Vim para São Paulo para fazer minha residência médica no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Foram três anos de uma formação intensa. Anos de muito estudo, plantões, cirurgias, decisões difíceis e, principalmente, de convivência diária com mulheres que me ensinaram que por trás de cada diagnóstico existe uma história, uma família, um medo e um sonho. Durante a residência, o câncer de mama despertou em mim algo ainda maior.
A doença reunia tudo aquilo que me fascinava na medicina: ciência, genética, tecnologia, cirurgia e, ao mesmo tempo, algo profundamente humano. Foi assim que escolhi a Mastologia. Passei a me dedicar ao estudo das doenças da mama e, posteriormente, tive a oportunidade de integrar a equipe de Mastologia do Hospital Israelita Albert Einstein, onde atuo até hoje no Projeto Cuidar, acompanhando mulheres com doenças da mama e realizando procedimentos cirúrgicos. Mas, ao longo desses anos, percebi uma coisa: tratar uma doença não é o mesmo que cuidar de uma pessoa.
Uma mulher que recebe um diagnóstico de câncer de mama não precisa apenas de uma cirurgia.
Ela precisa entender o que está acontecendo.
Precisa sentir segurança.
Precisa saber quais são suas opções.
Precisa ser ouvida.
E, muitas vezes, precisa de ajuda para reconstruir sua vida depois do tratamento.
Foi essa visão que me levou a ampliar minha atuação para além do tratamento do câncer.
Hoje, meu trabalho também envolve sobrevivência ao câncer de mama, qualidade de vida, menopausa, saúde da mulher e os desafios que aparecem depois que o tratamento termina. Na medicina, continuo buscando formação e atualização constante. Atualmente, coordeno um departamento na Sociedade Brasileira de Mastologia, concluí meu mestrado voltado à qualidade de vida e sigo minha formação acadêmica no doutorado. Mas, depois de tantos anos, descobri que os títulos são apenas uma parte da história.
O que realmente importa é o que fazemos com aquilo que aprendemos.
E é por isso que escolhi continuar estudando.
Para oferecer às minhas pacientes decisões baseadas em ciência, tecnologia e experiência — mas sem nunca esquecer que cada mulher que entra no meu consultório não é apenas um diagnóstico.
É uma história.
Uma mãe.
Uma filha.
Uma esposa.
Uma profissional.
Uma mulher com planos, medos, sonhos e uma vida inteira pela frente.
Meu propósito é cuidar da mama, mas enxergar a mulher inteira. E talvez seja essa a maior transformação que a medicina me proporcionou: a criança que brincava de ser médico queria aprender a curar.
O médico que me tornei aprendeu que, antes de tudo, é preciso cuidar.
Tenho on-line meu currículo. Acesse pelo link.


















